a voz dos nobres emudecia, e a língua se lhes pegava ao paladar.
Eis que já abri a minha boca; já falou a minha língua debaixo do meu paladar.
Pois o ouvido prova as palavras, como o paladar experimenta a comida.
A minha força secou-se como um caco e a língua se me pega ao paladar; tu me puseste no pó da morte.
Oh! quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! mais doces do que o mel à minha boca.
Come mel, filho meu, porque é bom, e do favo de mel, que é doce ao teu paladar.
Qual a macieira entre as árvores do bosque, tal é o meu amado entre os filhos; com grande gozo sentei-me à sua sombra; e o seu fruto era doce ao meu paladar.
A língua do que mama fica pegada pela sede ao seu paladar; os meninos pedem pão, e ninguém lho reparte.
E eu farei que a tua língua se pegue ao teu paladar, e ficarás mudo, e não lhes servirás de repreendedor; pois casa rebelde são eles.
Há iniqüidade na minha língua? Ou não poderia o meu paladar discernir coisas perversas?
Porventura o ouvido não prova as palavras, como o paladar prova o alimento?